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Não sei como você me achou, quiçá já me viu por aí, mas o nosso encontro foi vital. Ainda me lembro do balançar da Vitória e da alegria de romper minha timidez em te abraçar e te beijar pela primeira vez.

Ainda hoje desvio o meu olhar encabulado, um sinal de reverência ao desconhecido que entorpece o meu coração. Nossos copos na mesa, nenhuma vontade de partir, sim, é domingo, a saudade aos poucos toma conta dos nossos olhos, os seu boiam numa lágrima que não identifico a origem, é antiga eu sei, mas me vejo refletido nela.

A cada encontro arrumamos a nossa casa, gosto disso, isto me faz mais seguro de que vale a pena esperar. Paciência, como sempre digo, é minha maior virtude, sempre repito que a vida é curta mas paradoxalmente arranco uma esperança quase cega de que poderemos continuar.

Quero penetrar no seu universo e respirar na sua atmosfera. Desejo que a recíproca seja verdadeira e que em meu ambiente, sabemos bem qual é, você se sinta livre, a verdadeira liberdade que você busca, mas até lá, saiba o que fazer com ela, e ao descobrir, pegue a minha mão que estarei preparado para caminhar ao seu lado.

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