Omissão ou mentira?
seg, 25/01/2010 - 05:27 — admin
A mentira tem várias facetas. Uma dela é a omissão.
A omissão não é menos perversa do que a mentira, na verdade, quem omite guarda na manga (ou induz) o seguinte argumento: "Mas você não perguntou...." Então cabe ao enganado uma maratona de suposições para que o outro, bem aos poucos, dê as informações na medida em que isso não lhe cause transtornos.
A omissão também carrega de forma implícita outra crueldade, a da falsa proteção. Em vez de se abrir com o parceiro e arcar de frente com as consequências, quem omite, no final de tudo, quando não resta mais argumentos, dá a cartada final e diz: "Fiz isso pra te poupar, para te proteger".
Há também mais uma perversidade por trás da omissão, esta é bem mais elaborada, fruto de uma mente absolutamente manipuladora, é a omissão para no final dizer:"Mas eu não menti para você! Em nenhum momento eu menti". Esta é a que carrega mais premeditação, a pessoa mente para si mesmo dizendo que mentir jamais, mas omitir é perdoável, afinal, cabe ao enganado fazer as perguntas certas nas horas certas.
Claro que há casos de doenças, de mortes, onde a gente pode omitir porque o momento exige, mas em relações, em acordos, onde deveria existir a palavra de honra, acho que isso não deveria existir.
O que os olhos não vêem...
sab, 23/01/2010 - 05:27 — admin
"O que os olhos não vêem, o coração não sente." Talvez seja esta uma das frases mais usadas para quem não está em paz com a própria consciência e deseja se enganar - e aos outros - a qualquer custo.
Acho que quando os olhos não vêem, todos os sentidos da alma, e todos os órgãos do corpo ficam mais aflorados, a ponto da gente sentir aquela angústia que vem 'do nada'.
O coração para ser insensível deve estar morto, paralisado, engessado por medos ou ilusões, aí sim ele pode não perceber que gota a gota, a 'corrente de vida' que o atravessa está embebida do mais fino e dissimulado veneno: a mentira.